Culpa

És tu oh miserável,

execrável das minhas entranhas,

és intangível e invisível,

mas cheia de façanhas.

Pensas que não sei da sua sordidez,

da sua mesquinharia,

não me esquece de vez,

vives em mim nesta eterna zombaria.

O teu fito é a minha loucura,

serpente de todo mal,

queres me ver na amargura,

desafortunada culpa mortal!

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