Marta Medeiros

Descobri em Marta Medeiros, um talento impressionante e uma sutileza que me comove, adoro os textos dela, é muito talentosa, em especial este:

VAMPIROS

Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este “mais” você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.

Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.

Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.

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Frase da semana

“Devagar! Quem mais corre, mais tropeça!” William Shakespeare

Boa essa reportagem

Relatório

Brasil melhora 27 posições no ranking do Unicef de mortalidade de crianças até 5 anos

Publicada em 22/01/2008 às 11h12m

Demétrio Weber – O GloboBRASÍLIA – O Brasil ocupa a 113ª posição, entre 194 países e territórios, no ranking de mortalidade de crianças até 5 anos divulgado mundialmente nesta terça-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No levantamento anterior, o Brasil estava em 86º lugar. No ranking do Unicef, o melhor é ficar em último, pois o primeiro colocado tem a taxa mais alta de mortalidade na infância.

O relatório Situação Mundial da Infância 2008, elaborado com dados de 2006, diz que a taxa brasileira de mortalidade de menores de 5 anos está em 20 óbitos a cada mil bebês nascidos vivos. No estudo anterior, referente a 2005, a taxa era de 33. Ao subir 27 posições, o Brasil ficou uma posição melhor do que a Venezuela, empatado com Granada e São Vicente e Granadinas. Na América do Sul, Argentina (125º lugar), Uruguai (138º) e Chile (148º) aparecem à frente do Brasil, respectivamente com taxas de 16, 12 e 9 por mil nascidos vivos.

Os países em pior situação no ranking mundial são africanos, liderados por Serra Leoa, com taxa de 270 mortes por mil habitantes. No extremo oposto, com a menor taxa de mortalidade na infância, estão Suécia, Cingapura, San Marino, Liechtenstein, Islândia e Andorra, empatados com 3 óbitos de menores de 5 anos por mil nascidos.

A mortalidade na infância é mais abrangente do que a tradicional mortalidade infantil, que considera apenas bebês menores de 1 ano. Ao analisar o que ocorre com as crianças nos primeiros cinco anos de vida, o indicador permite uma avaliação mais abrangente sobre as condições de vida da família e da comunidade.

Redução na mortalidade infantilO relatório global diz que, em 1990, a taxa brasileira estava em 57 e, em 2006, caiu para 20 . Apesar do avanço, o Brasil faz parte da lista dos 60 países que concentram 93% das mortes de crianças antes do quinto aniversário no planeta. O Unicef considera essas nações prioritárias no combate à mortalidade infantil, com vistas a atingir o objetivo de desenvolvimento do milênio que prevê, até 2015, uma redução de dois terços na taxa mundial registrada em 1990. No continente americano, somente o México e o Haiti, além do Brasil, estão no grupo.

Integram a lista países onde a taxa é maior do que 90, o que não é o caso brasileiro, ou onde o número absoluto de mortes supera 50 mil por ano. Em 2006, 74 mil crianças menores de 5 anos morreram no país, segundo o relatório. O Unicef esclarece que os dados usados no estudo global são calculados a partir de metodologia própria, com o objetivo de permitir a comparação entre os 194 países e territórios, o que pode distorcer os números originais informados pelos governos dos respectivos países.

A representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, disse que o país deve manter a trajetória de queda na taxa de mortalidade na infância, mas defendeu um esforço adicional contra as disparidades socioeconômicas, regionais e de raça.

– Ao analisarmos os dados por regiões, por renda familiar ou por raça e etnia, aparecem as desigualdades. Quem morre mais é a criança pobre, a negra e a indígena – diz Marie-Pierre, em nota divulgada pelo Unicef.

O relatório completo está publicado na página do Unicef da internet ( www.unicef.org.br ).

Frase da semana

” Tudo vale a pena, se a alma não é pequena” Fernando Pessoa

Moda

Nunca pensei que o mundo da moda se preocupasse com o ambiente, afinal de contas são tantas  grifes que usam couro de animais que perigam a instição, mas o fato que ocorreu no São Paulo Fashion Week me surpreendeu , o estilista levar os modelos e a platéia pra um desfile no rio Tietê, foi mesmo chocante.

Parabéns ao estilista, que a própria grife demonstrou a importância de reciclar, pois as roupas foram reaproveitadas de coleções anteriores e pelo ato de demonstrar que a moda ultrapassa os limites da beleza e da venda, mas que também pode fomentar o conceito ambientalista.

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