O Poeta perdido

E surtou, e se perdeu
aí deu de fazer poesia
Então lembrou, se esqueceu
da noite fez raiar o dia

E amou, e se entorpeceu
Viveu em enorme euforia
E chorou, e padeceu
Mas foi tudo o quanto queria

E caiu, se jogou,
atirou seu corpo -franzino – do maior penhasco
e fugiu, ousou, recuou
Tornou-se então seu maior carrasco

E escreveu, ah! Como escreveu!
Escrevia sensações
Escreveu tanto que se morreu
Afogado em indagações…

Mas questionou, e perguntou!
Duvidou de tudo quanto era trivial
Seu pobre peito que não suportou
Essa euforia torpe de carnaval

Mas sentia-se poderoso
Controlava as névoas da vida!
Hoje o pobre é desgostoso
Sua poesia é esquecida

Mas em dia de tristeza
Não se deixa derrubar
Tem ainda a sutileza
De um verso p´ra rimar…

by : anônimo

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Haicai da solidão

Não te sintas só

o grão, por mais que perdido

distigue do pó

From me

podes tu fingir frieza

sei – porém – que a madrugada

é teu véu, hora marcada

onde choras tua pureza

 Thank’s

Sarouuuuuu \o/

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